Mas acabei criando um blog. Às vezes há tantas idéias na minha cabeça, gritando para serem consumadas, que acho que seria uma injustiça negar-lhes a existência, talvez ninguém mais as dê ouvidos, e eu seja a única pessoa que pode lhes dar vida.
Elas me acompanham, me perturbam, me incomodam, me confortam, me afagam; quando me sinto um verdadeiro inútil, elas me fazem sentir prestativo, pois as ouço, as considero, mas no entanto nunca fui bom o suficiente para trazer-lhes à tona.
Acho que não sou o único a quem elas recorrem, cansei de, após uma conversa com elas, vê-las partir para alguém que lhes faça algo, que vá além da conversa, e não é nenhuma surpresa quando vejo alguém desfilá-las por aí como se elas nunca tivessem sido minhas.
Mas decidi fazer diferente e reclamá-las só para mim, para poder desfilá-las do meu lado, com isso começo meu blog.
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